Mais dúvidas sobre Terapia de Vidas Passadas

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6) Vou lembrar da vida passada. Mas como a cura vai acontecer?

Em primeiro lugar, não usamos o termo cura, pois nada pode ser prometido (inclusive porque o termo é de domínio médico). Especialmente quando a queixa é física, estaremos harmonizando os conteúdos de passado, mas não sabemos como será a reação do corpo se a doença já está instalada. Tanto ela pode ceder como pode continuar e o objetivo da terapia ter sido a conscientização.

Isso explicado, o processo de harmonização funciona da seguinte forma: a partir da anamnese feita (a primeira entrevista), vamos investigar quantas vidas passadas estão afloradas influenciando a pessoa, e iremos trabalhar uma a uma. É comum que até a alta sejam vistas em média 20 vidas.

A cada vida iremos entender em que contexto tudo ocorreu, qual era a visão de mundo daquela época, quais foram os fatos, o que ficou gravado no psiquismo da pessoa. A partir disso verificaremos qual a influência que essa vida traz para o presente, qual aprendizado tinha que ter sido cumprido por lá e não foi, e qual redirecionamento é importante hoje para que essa energia seja harmonizada.

Todo esse processo envolve muita catarse, ou descarga de energia, tanto física quanto mental. A pessoa vai tendo insights dos por quês de sua vida, coisas que ela nem imaginava que estão presentes no seu cotidiano e têm uma causa mais remota.

A partir daí, as vidas passadas vão sendo colocadas sob o comando da vida atual, pois mais consciente a pessoa não irá doar sua energia para traumas passados.

Por exemplo, tratando de vida atual mesmo: um namorado trai a namorada, e termina o namoro abruptamente. Ela não sabe da traição, e fica muito tempo sofrendo pelo término, se perguntando o que fez de errado. Fica se recriminando, sua auto-estima cai, ela engorda, não vê graça na vida. Um ano depois ela descobre o que realmente aconteceu, e tudo passa a fazer sentido para ela. Conversa com ele, que confessa: ela não fez nada de errado, ele que se interessou pela outra pessoa e não teve coragem de falar. A partir daí ela se recupera e para de se recriminar.

Na TVP é o mesmo processo: muitas vidas ficaram pendentes sem um entendimento adequado. Quando entendemos o que realmente aconteceu, tudo fica mais simples.

7) O que eu preciso fazer no dia-a-dia, depois da terapia?

Em primeiro lugar, é importante não sair do consultório com nenhuma dúvida sobre o que foi visto. É comum que na volta da regressão a gente fique meio aéreo, cansado, então é importante fixar com o terapeuta tudo que foi trabalhado.

No dia-a-dia é comum que as fichas caiam pouco a pouco. Especialmente quando temos algum comportamento similar ao que vimos na sessão: a memória volta e dá um alerta, como um alarme interno.

O mais importante é não negligenciar as informações, e redirecionar o próprio comportamento. Como já foi visto, a pessoa está seguindo um padrão. A terapia faz o seu papel de conscientizar sobre isso, mas a tarefa de redirecionar o comportamento é da pessoa. Cabe a ela pensar nas suas atitudes e pensar em novas alternativas.

Outro ponto importante é perceber as próprias mudanças, perceber o que ainda não foi mexido e o que já melhorou. Quanto mais consciente a pessoa estiver sobre si mesma, mais a terapia será beneficiada.

Também é importante mudar as próprias atitudes em relação aos outros, especialmente em relação às pessoas que apareceram na regressão e estão reencarnadas no círculo de convivência. Temos que sempre fazer a nossa parte.

É muito comum que pessoas que apareceram na regressão reajam, às vezes de forma hostil. Elas também foram trabalhadas e estão drenando conteúdos, mesmo sem saber. Tenha paciência com mudanças de comportamento súbito, faz parte do processo, logo tudo estará normalizado.

Quando tudo tiver sido trabalhado e a alta chegar, é fundamental se permitir ser feliz. Estamos tão acostumados com o sofrimento que muitas vezes nossos velhos padrões ficam gritando, chamando a gente de volta. Também faz parte da tarefa do paciente transmutar as energias do passado e usá-las para construir sua vida atual baseada na felicidade. Nem sempre é fácil, pois envolve sair do comodismo, mas é sempre recompensador a longo prazo.

8 ) É normal me sentir mal depois da consulta?

Durante a consulta acontece um processo profundo de drenagem e transmutação energética. Inclusive é muito comum a produção de bastante urina após a sessão por esse processo, tanto no paciente quanto no terapeuta – todo terapeuta de vidas passadas passa boa parte de seu dia no banheiro…

Nas consultas mais pesadas, com vidas complicadas, resistentes, ou com muita magia envolvida, podem acontecer sintomas antes e depois da sessão. Os mais comuns: dor de cabeça, enjôo, sono, apatia, dor em algum ponto do corpo, brigas em casa, acidentes inesperados (chefe chamar de ultima hora, furar pneu, se perder, ficar preso no trânsito por ter feito um caminho ruim), vontade de não ir na sessão, taquicardia, confusão mental, desconfiança do processo terapêutico ou do terapeuta, insônia, azia, intensificação da questão a ser tratada etc.

Inclusive, isso não ocorre apenas com a pessoa, o terapeuta normalmente sente os sintomas também. Justamente por isso um bom terapeuta de vidas passadas tem que manter eternamente sua atividade espiritual, para se proteger e continuar atendendo normalmente – além da caridade, naturalmente.

Por que tudo isso ocorre? Justamente para impedir que a terapia continue. Seja pela ação de obsessores ou pela ação de nossas próprias personalidades, a TVP é similar a mexer em uma colméia. Estão ali questões que nos acompanham há séculos, e que naturalmente terão a sua resistência. Esse processo se intensifica com a TVP em relação às terapias comuns justamente por ela ser direta ao assunto e por tratar de frente o aspecto espiritual.

Por outro lado, usando o exemplo da colméia, as abelhas da colméia produzem mel, cera, trabalham organizadas. Logo, a idéia não é mexer na colméia para matar as abelhas. A idéia é justamente colocar ordem em uma colméia enlouquecida, onde a abelha rainha (a personalidade atual) nem sempre é a líder, mas deveria ser. Em algumas colméias-psiquismo quem manda é o zangão (personalidades de outro sexo ou personalidades autoritárias), em outras a abelha operária (personalidades comuns apegadas à época que viveram). Em algumas a cera (nossa energia) que deveria ser produzida está estragada, ou está derretendo, e o processo de produção e utilização dela precisa ser revista. O mel (nossa evolução) foi até esquecido por algumas abelhas, sem o comando adequado elas estão confusas e perdidas.

O objetivo da terapia é justamente botar ordem na casa, mas antes da ordem vem a desordem: quando começamos uma boa faxina nossa casa parece mais desorganizada ainda.

Mas calma, o objetivo ao apresentar esse ponto não é colocar medo em relação à terapia: todos esses sintomas cedem após a sessão, e são parte do processo. Eles inclusive são um bom sinal, porque se a terapia está mexendo tanto é um indicativo de que ela está atingindo os núcleos mais centrais da personalidade.

Logo, essa é a única parte da TVP que realmente envolve coragem e determinação: enfrente os sintomas adversos, pois eles são um pequeno obstáculo diante de um ganho muito maior e duradouro!

9) Por que precisa de alguns meses para concluir a terapia?

Porque a terapia envolve todo um processo de harmonização e reestruturação pessoal, que tem começo, meio e fim.

Todo sintoma que nos acomete dificilmente é unicausal. São vários fatores, várias vidas interagindo. E o nosso trabalho em terapia será desarticular a coesão dessas personalidades e obsessores, transformar uma banda da heavy metal em uma orquestra sinfônica – vibracionalmente falando.

Além do trabalho minucioso que deve ser feito com as personalidades, a pessoa também precisa de um tempo para fazer as modificações adequadas na sua maneira de conduzir a vida e os relacionamentos. Ninguém muda instantaneamente, da noite para o dia. E se essa mudança não for bem orientada por alguém especializado e neutro, também pode haver confusão e tempo perdido.

Por exemplo, recebo muitas pessoas que estão com o casamento ruim e acham que precisam da terapia para terem forças para separar. Mas será que tratando as vidas passadas será mesmo esse o resultado? Será que o casal não estava sendo atormentado por influências? E considerando que a mulher se separe, e esteja casada há 20 anos: e então, como ela irá lidar com uma solteirice em uma fase totalmente diferente da vida?

Logo, apesar da terapia ser breve, ela não é e nem deve ser instantânea. O ser humano não é instantâneo, ele é complexo, nunca deve ser reduzido a fórmulas.

10) E se eu não conseguir me concentrar? Não consigo relaxar, posso fazer?

Essa é uma preocupação comum da maioria das pessoas, por causa da falsa idéia de que a TVP é um processo meditativo transcendental que envolve a abstração do mundo comum.

O objetivo na TVP é focar a atenção, e não um processo de concentração meditativa. Pelo contrário, a idéia é preencher a mente com idéias, e não apagar a mente e deixá-la em branco.

A partir do momento que a pessoa vai se concentrando na indução, as imagens e sensações de passado começam a vir à tona naturalmente, em um estado alterado de consciência similar a assistir um bom filme. A pessoa se envolve naquilo e até esquece do que está em volta, mas sempre de forma natural. Ela não precisa buscar esse estado, ele vem até ela – se ela permitir.

O que acontece muito em consultório é as pessoas chegarem tão ansiosas com resultados, ou tão exaustas das tarefas do dia-a-dia, que elas acabam nem percebendo quando o conteúdo de passado começa, e aí negligenciam achando que estão imaginando. Mas na verdade elas que não estão se entregando ao processo, e ao criarem uma barreira de desconfiança impedem o fluxo natural das coisas.

Lembre-se: a idéia não é se concentrar, a idéia é focar. Logo, permita a condução do terapeuta e informe o que vai percebendo, mesmo que não seja algo muito consistente no começo.

11) Por que preciso fazer a primeira entrevista, por que não vamos direto?

Muitas pessoas pedem por isso. Mas para se construir um vínculo terapêutico e para fazer uma condução adequada, é necessário saber dados sobre a vida da pessoa em questão. Sua personalidade, que sintomas ela apresenta, como é sua relação com amigos, com família, como é sua vida profissional, afetiva, espiritual.

Isso exige no mínimo 2 horas de conversa, para os mais falantes ou mais velhos até mais às vezes. Costumo inclusive ser bem objetiva, mas é o mínimo que um bom trabalho exige.

Os homens costumam ser mais lacônicos, mas muito mais por defesas e por não estarem acostumados a falar de si mesmo como as mulheres. E também já recebi muitos tagarelas no consultório!

Outra idéia equivocada que se faz a respeito da TVP é que ela consiste apenas nas regressões. Uma anamnese bem feita retoma sentimentos tão guardados pela pessoa que já tem um profundo efeito terapêutico. É como uma regressão de vida atual sem o estado alterado de consciência, pois ali serão colocados e desabafados fatos dos quais não falamos normalmente no nosso dia-a-dia.

Esse é o lado mais psicológico da TVP, além das orientações no final de cada regressão. Não apoio exageros, como terapeutas que usam 4 ou 5 sessões de orientação antes de começarem a regressão – se a anamnese for bem feita, uma sessão de 2 horas basta. Mas ela é essencial para o bom andamento da terapia.

12) Se os problemas não são meus, e sim das pessoas a minha volta, por que eu que preciso fazer terapia?

Em Terapia Familiar, existe o que chamamos de paciente identificado. É a pessoa que busca a terapia, e normalmente não é quem tem o problema. É quem costuma carregar a família nas costas e está exausto. Ou, por exemplo, um jovem drogado: para ele estar nessa situação, sem dúvida nenhuma encontraremos problemas na família inteira, às vezes até mais graves do que o dele.

Na TVP acontece o mesmo, muitas vezes quem vem para a terapia se queixa repetidamente das atitudes indevidas de seu pai, sua mãe, seu marido, seu filho, seu chefe, quem for. E de fato, muitas vezes as queixas são sinceras e o desarmônico é de fato o outro.

Temos aí dois pontos. O primeiro é que reencarnamos sempre cercados de desafetos com os quais precisamos nos resolver. E ao tratar em TVP, iremos tratar os dois lados, pois iremos resolver a causa do que está acontecendo. Logo, a pessoa em questão também será tratada por tabela.

A segunda questão é que ninguém é desarmônico sozinho. Existe sempre uma relação estabelecida que mantém a situação dentro de um esquema. Se o problema é um marido agressivo, temos a passividade da esposa. Se o problema é uma mãe alcoólatra, temos uma série de comportamentos no seu familiar, objeto de estudo do AL-ANOM (atendimento a familiares de alcoólatras): tendência a se sabotar, a ser o salvador, a negar a profundidade do problema, a suprir todas as necessidades do alcoólatra deixando-o em zona de conforto etc. Se o problema é um filho indisciplinado, na maior parte das vezes temos por trás pais ausentes ou superprotetores, incapazes de colocar regras fixas.

Em casos assim a grande maioria envolve inversão de papéis exercidos nas encarnações. Por exemplo, a mãe superprotetora foi esposa do filho, a esposa que cobre os gastos do marido alcoólatra foi sua mãe, a esposa que sofre calada com o marido agressivo foi o invasor bárbaro que matou toda a família do aldeão e queimou sua casa (ela se mantém hoje com ele, mesmo sofrendo, por causa da culpa). Com a TVP vamos buscar harmonizar o que houve e adequar aos papéis atuais, para que tudo se estabilize e a necessidade evolutiva atual seja cumprida.

A TVP vai justamente buscar a origem da desarmonia na relação e fortalecer o paciente identificado para mudar suas atitudes. Quando o esquema de relacionamento é alterado de um lado, o outro é obrigado a ser alterado, contanto que a mudança de comportamento do paciente identificado seja consistente, lógica e se mantenha durante o passar do tempo.

Pense bem: até que ponto você participa mais do que deveria dos problemas de quem te cerca, e tenta inconscientemente culpabilizar o outro?

 

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Dúvidas mais comuns sobre Terapia de Vidas Passadas

 

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Muitas das dúvidas que costumam nos perguntar podem ser encontradas no artigo “Perguntas e respostas sobre Terapia de Vidas Passadas”, no blog de Hugo Lapa (link ao lado).

Resolvi escrever para complementar esse artigo inicial, elencando as dúvidas que mais recebemos no consultório e das pessoas que nos procuram. O objetivo é esclarecer ao máximo os equívocos e preconceitos em relação à TVP, que é uma prática maravilhosa de terapia, mas que justamente pela sua grande complexidade e eficácia levanta vários tipos de polêmica.

Vamos a elas, e sinta-se a vontade para postar mais dúvidas, assim vou atualizando o post.

1)      Como funciona, eu vou ser hipnotizado?

Sim e não. A maioria dos teóricos da TVP trabalha com a indução mental. O estilo varia, mas a idéia é o próprio psiquismo ou o corpo da pessoa mostrar o caminho, sem grandes procedimentos, para ir direto ao assunto.

É um tipo de hipnose, porque há o estado alterado de consciência, mas é uma hipnose ativa, onde o comando fica nas mãos do paciente, com a orientação contínua do terapeuta

Com pessoas mais controladoras e rígidas isso pode inicialmente ser um problema, pois ela tem dificuldade de se entregar à orientação de outra pessoa. Mas um bom terapeuta tem uma série de procedimentos a seguir para fazer com que o inconsciente assuma a cena e a guarda da pessoa baixe. Começa-se a sessão de forma simples, e vai-se usando técnicas na medida em que elas são necessárias.

Existe uma série de comandos que o terapeuta deve se especializar, pois cada pessoa responde de uma forma à regressão, e ele será uma espécie de maestro conduzindo a orquestra de acordo com a partitura que está sendo tocada.

2)      Eu vou lembrar de tudo depois?

Vai. É comum que a lembrança venha integralmente e depois vá ficando mais rarefeita, como um sonho.

Também é comum que as sessões mais difíceis, com conteúdos mais entranhados e reprimidos, sejam mais difíceis de lembrar. Quando o enfrentamento com as tendências negativas é muito grande é comum até que haja sonolência na consulta, pois nossos mecanismos de defesa estão acionados no máximo.

Costumo anotar integralmente a consulta e entregar as anotações na alta para a pessoa, pois reler é como consultar nossos registros akáshicos pessoais. É interessante também reler o material depois de algum tempo, quando o amadurecimento natural da vida vai trazendo mais maturidade e compreensão dos por quês de nossos padrões kármicos.

Algumas raras pessoas, com mediunidade descontrolada, podem incorporar durante a sessão e não lembrarem de nada depois. Podem inclusive incorporar a sua própria personalidade de passado, como se fosse um obsessor. Quando isso acontece conto com naturalidade o que ocorreu e sempre sugiro um tratamento espiritual paralelo e a freqüência a algum grupo, para que as faculdades mediúnicas sejam harmonizadas, tratadas e praticadas para o bem.

3)      Como vou saber que não estou inventando?

Pelo menos 70% das pessoas têm a sensação de estarem inventando na primeira sessão. Por alguns motivos: por não estarem acostumadas a lidar com esse tipo de informação, por não terem o hábito de um processo de interiorização, por precisarem controlar tudo que dizem, por serem céticas ou por terem dificuldade de assumir como seu o que viram.

Para a eficácia da terapia a veracidade das informações não é tão importante como parece. Muitos inconscientes se comunicam por simbolismos, por arquétipos, e não necessariamente por dados. Além disso, muitas existências que vem para tratamento podem ter ocorrido no astral, o que é impossível de ser verificado cientificamente.

Essa preocupação também acontece pela ansiedade da pessoa em ver algo que de fato ocorreu. Muitos esperam que a regressão seja uma ciência exata.

Um primeiro fator é importante de ser diferenciado: uma coisa é a regressão terapêutica e outra são os experimentos científicos com regressão. Nos experimentos, como a intenção é essa mesma, é até natural que se encaminhem para a realização sujeitos que tenham facilidade de lembrar detalhes e pormenores de suas encarnações, como acontece no livro Eu sou Camille Desmolins, de Hermínio Correa de Miranda. Na regressão terapêutica, o que nos interessa é a parte clínica, é o que o psiquismo ainda carrega consigo que não foi elaborado, drenado e ressignificado. O material não tem necessariamente começo, meio e fim.

A preocupação excessiva com esse fator pode prejudicar o tratamento, e até levar a pessoa a abandoná-lo. É importante passar pela TVP de mente aberta, sem se preocupar em provar nada, apenas buscando abrir espaço para informações que precisam ser transmutadas.

Afinal, ninguém faz um teste psicológico preocupado com a veracidade do que está dizendo, mas tudo que vem ali é material psíquico que carece de elaboração. Qual a diferença? Preconceitos com a TVP e expectativas exageradas!

4)      Posso fazer regressão por curiosidade?

Poder até pode. Mas para que?

Em minha experiência, ninguém nunca passou por uma sessão de anamnese sem apresentar alguma queixa ou problema não resolvido. Afinal, estamos em um planeta de provas e expiações, e ninguém é santo.

Logo, uma coisa é a pessoa ser trazida ao consultório movida pela curiosidade e desejo de se conhecer melhor. Isso é muito positivo, e normalmente é o que faz as pessoas buscarem terapia – com a TVP não deveria ser diferente.

Outra coisa é querer fazer “turismo astral”. Para isso é melhor fazer o turismo terrestre mesmo: vivemos em um mundo lindo com muitos lugares agradáveis para se visitar, o que é especialidade das agências de turismo, e não dos terapeutas.

Por outro lado, ninguém precisa estar morrendo para fazer TVP. Um preconceito lançado por alguns psicólogos e espíritas ortodoxos que deve cair por terra é achar que só se deve fazer TVP “em último caso”, pois na maioria dos casos que recebo se ela tivesse sido buscada no começo muito teria sido evitado – e eu teria menos encrenca para resolver, pois infelizmente temos muitos psicólogos e psiquiatras mal preparados no mercado.

Enfim: curiosidade construtiva é válida. Curiosidade sensacionalista e fútil deve ficar para as revistas de fofoca!

5)      Por que a TVP é tão cara?

Existem algumas questões em relação a isso.

Em primeiro lugar, o terapeuta consciente não cobra nada além do que qualquer psicólogo cobra. Claro, preços de consulta exorbitantes não devem ser apoiados, porque não há necessidade disso. Mas assisto muito pessoas não reclamarem de pagar por remédios ou pela consulta de psicólogos e psiquiatras, mas reclamarem na hora de pagar pela TVP.

Uma confusão comum das pessoas é: se a TVP é um trabalho espiritual, porque é cobrada? Na verdade a TVP é uma abordagem de terapia, e o profissional que a pratica passou por uma formação rígida (ou pelo menos deveria ter passado), com gastos, paga mensalmente pela sua sala, pela sua divulgação e tudo mais. Além disso, não há nada de mediúnico no trabalho da TVP, a não ser por parte do paciente. Logo, o terapeuta não está se utilizando de nenhuma capacidade extra-sensorial que envolva  canalização de espíritos.

É comum que alguns terapeutas como eu sejam médiuns atuantes, mas o seu trabalho espiritual nada tem a ver com seu trabalho profissional, e deve ser levado de forma paralela. Como o trabalho mediúnico não é cobrado e pode ser feito à distância, é inclusive uma ótima forma de ajudar as pessoas mais carentes.

Em segundo lugar, por já ter aparecido na mídia e ter uma divulgação maciça, converso com muitas pessoas sobre meu trabalho. Já recebi pessoas implorando por desconto, dizendo que precisavam de um valor mais em conta. Mas quando eu ia investigar mais a fundo percebia que a pessoa tinha carro, viajava, freqüentava lugares caros etc. Ou seja, na verdade ela não queria priorizar a terapia, e queria continuar em seu mundinho sem alterar seus gastos.

Por outro lado, já recebi pessoas absolutamente humildes que economizaram seu dinheiro e abriram mão das poucas atividades que tinham para virem à terapia, por saberem de sua importância. Para essas, sempre dei desconto com prazer.

Concluindo: o valor cobrado é o justo pela atividade exercida – que inclusive é bem desgastante para o terapeuta – e é importante sempre analisarmos nossas prioridades antes de chorarmos miséria!